Previsão do tempo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sua arma, seu voto - Carlota Franco


Finados nos traz reflexões, pois temos certeza que vamos morrer, mas é bem melhor não acreditar muito. Deixa pra lá! Temos mesmo é que viver a vida, construindo sonhos e fantasias e deixar rolar!Vivendo os bons momentos, só assim poderemos suportar e tentar entender o real sentido para a vida. Vida e morte! Todos nós temos muito medo de morrer, portanto falamos muito em vida eterna, na certeza de uma nova vida, uma vida futura, com interpretações diversas, conforme a religião e a espiritualidade de cada um.
Quando perdemos um ente querido, ah! Aí nos assusta tanto!Então tudo perde o sentido, o mundo parece mais amuado, choramos, rezamos e pensamos... Será que valeu a pena tantos sacrifícios para acumular alguns bens, para adquirir cultura com tanta avidez, para conquistar um amor, cuidar da saúde e prevenir doenças.Temos “n” preocupações no dia-a-dia, são “muitas virgulas”, higiene, beleza, posição social, status que todos nós queremos conquistar no decorrer de nossa vida atribulada, repleta de suspenses, diante de resultados, respostas e surpresas, diante do imprevisto nem sempre positivo. Pense comigo... Tudo faz parte da vida!
Nos dias dos mortos, visitamos o cemitério, levamos flores, rezamos, acendemos velas, sentimos saudades dos que partiram e lembramos principalmente dos bons momentos. Depois de cumprir o ritual de “saudades”, voltamos para nossa realidade, estamos vivos e isso é um presente de Deus! Portanto vamos fazer força para viver com alegria e prazer e encontrar objetivos e uma razão para a vida.
Quando saímos do cemitério, a visualização é uma chamada forte para os sentidos, com os “camelôs” vendendo de tudo, então a fluidez do espaço, o colorido das flores, sugere calma e harmonia, um prelúdio de paz e serenidade interior (nossos instintos estão sempre lutando pela sobrevivência). Mas, a luz brilhante do Sol, o movimento das pessoas, dentro e fora do cemitério, em grupos ou com crianças no colo, jovens barulhentos e cheios de vida, idosos com dificuldade para andar e outras pessoas levando aos seus entes queridos, coroas feitas de papel ou de plástico. Muita gente mesmo, que veio de longe e já com fome, saboreia as várias guloseimas, oferecidas nos carrinhos e mais “bate-papo” descontraído, faz daquele local uma verdadeira “Praça de Alimentação” ficando até, esse dia consagrado aos mortos, meio folclórico!
Com uma motivação mística ficamos “filosofando”... As incompreensões e as incertezas da humanidade!

Nenhum comentário: