Empreendedores como cabeleireiros, mecânicos, costureiras, pintores, barbeiros, encanadores, ambulantes, sacoleiras, entre outros profissionais, podem sair da informalidade, através de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). A inscrição desses profissionais foi facilitada com a criação da figura do Microempreendedor Individual (MEI), estabelecida pelo Projeto de Lei Complementar (PLC) 128/2008. Em Tatuí, os interessados em formalizar seus negócios têm à disposição o Setor de Tributação da Secretaria da Fazenda e Finanças da Prefeitura de Tatuí, que fica no Paço Municipal, na avenida Cônego João Clímaco de Camargo, nº140. Algumas dúvidas também podem ser esclarecidas através do telefone do setor: 3259-8457.
A formalização do empreendimento através do MEI é facilitada ao empreendedor. A primeira declaração anual é feita gratuitamente, com toda a burocracia da inscrição a custo zero – por intermédio do serviço de um contador. Além disso, os tributos têm valores fixos, sendo a contribuição à Previdência Social R$ 51,15, o que equivale a 11% do salário mínimo; mais R$ 5 de Imposto Sobre Serviços - ISS, quando a atividade exercida for prestação de serviços e R$ 1 de Imposto sobre Circulação de Mercadorias - ICMS, nos casos de atividades comerciais e industriais.
A contribuição à Previdência Social garante ao empreendedor direito a benefícios como aposentadoria por idade, auxílio-maternidade e auxílio-acidente. Com o registro no CNPJ, a empresa terá personalidade jurídica. Assim, o empreendimento poderá comprar e vender em nome próprio, participar de licitações, emitir notas fiscais e ainda ter até um empregado registrado – desde que ele receba entre o salário mínimo e o piso salarial da categoria. Neste caso, o empreendedor recolherá 3% do salário do empregado, a título de Previdência Social. Com isso, o trabalhador estará protegido em caso de acidentes e terá direito à aposentadoria.
Na informalidade, o microempreendedor não obtém algumas facilidades, por exemplo: como não consegue comprovar renda, fica difícil fazer um empréstimo bancário. Também não é possível a comprovação da aquisição de mercadorias e, sem o devido registro de seus funcionários, há o risco de sofrer reclamações trabalhistas, além de ter insegurança pela falta de benefícios previdenciários para o próprio empreendedor e para seu funcionário.
Praticamente todos os microempreendedores com faturamento anual de até R$ 36 mil, o que equivale a uma média mensal de R$3 mil, podem se enquadrar no MEI - desde que a atividade do negócio esteja prevista na legislação municipal. O empreendimento deve ter no máximo um empregado registrado e o empreendedor não pode ter participação em outras empresas. Os empreendedores já formalizados que se enquadram nessas características, poderão migrar para o MEI a partir de janeiro de 2010.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
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