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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Sua arma, seu voto - Carlota Franco

O Carnaval é tão antigo como a história da humanidade e é comemorado há milhares de anos de formas diferentes em cada país, em cada região e nas comunidades do mundo, mesmo antes de Cristo, respeitando sempre o diferencial cultural de cada povo. Assim sendo, existe muita coisa interessante sobre essa festa, amada por uns, detestada por outros, legítima manifestação popular, “alegria do povo” ou manifestação genérica do povo, “puro vandalismo! Vai quem quer!!
Em Nova Orleans nos Estados Unidos existe um Carnaval completamente hilário chamado de Mardi Gras. Sua maior característica é a participação maciça do povo. Até poderíamos dizer que ele é temático, pois as pessoas, com suas fantasias e máscaras, como verdadeiros atores, fazem sátiras de políticos e pessoas famosas, também relembram histórias infantis e seus inúmeros personagens com duendes, fadas, bruxas, piratas, palhaços, diabos e tudo que faz parte do imaginário infantil. Mas também tem com nós, o seu Rei Momo, porém com trajes completamente diferentes, lembrando as famosas cortes europeias, com muitas sedas, rendas e brilhos e com muita pose, ele como verdadeiro Rei, empunha um bastão todo dourado e um espada caprichosamente decorada. Com o passar dos anos, muitas coisas foram modificadas e introduzidas. Mas sempre conservando o básico tradicional, assim como Tatuí, que já teve um dos melhores Carnavais da região com seus bonitos carros alegóricos e seus famosos e coloridos Dominós, e a alegria dos vários blocos que com muito confete e serpentina, tornavam a cidade uma verdadeira capital do Carnaval de São Paulo. Infelizmente hoje existe o “básico do básico”.
No antigo Egito o Carnaval era para comemorar o bom resultado das colheitas e o sucesso dos vencedores cujo trabalho árduo resultava em fartura para o resto do ano, comemorado com muitos dias de festança, danças e tudo de acordo com suas tradições.
Já em Roma o Carnaval considerado festa pagã, tinha a duração de 3 dias e era cultuado o Deus do vinho Dionísio e o Deus Baco, mas certamente eram notadamente mais verdadeiras, mais ousadas nas atitudes e nos rituais.
O Carnaval cristão se chamava “Carnavale” era a festa da carne, uma comilança sem limites, onde semelhante à festa do Chops, lá era a Carne, e dá-lhe Carne. Pode! O motivo era que logo em seguida, começava o período de jejum (quaresmal) onde era proibido comer carne, durante 40 dias segundo costume do povo e o fanatismo religioso.
Porém não podemos negar que o Carnaval e o seu simbolismo em qualquer lugar do mundo é a expressão de um povo e que fala por eles, cada qual da sua maneira. Será que no Brasil, com uma conotação diferente, o nosso carnaval seria “Carnavale” a festa da “Carne”? Será?!!

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