Grávida de três meses, uma jovem de 18 anos, foi queimada com uma mistura de gasolina e creolina, durante um trote universitário, na calçada da Fundação Municipal de Educação e Cultura (Funec), em Santa Fé do Sul, interior de São Paulo.
Um calouro do curso de medicina veterinária foi levado para a Santa Casa de Leme, cidade a 188 km de São Paulo, em estado de coma alcoólico, segundo a Polícia. O estudante de 21 anos participava de um trote aplicado por veteranos do Centro Educacional Anhanguera. De acordo com informações de estudantes que presenciaram o trote, alguns veteranos teriam agredido os alunos e dado um banho nos calouros com animais mortos e estrume de animais. Os estudantes também teriam sido obrigados a comer ração de cachorro, nadar na lama e ingerir bastante bebida alcoólica.
Esses dois casos são uma pequena parte da constante violência e humilhação que envolve os trotes universitários no país. Alguns calouros até já morreram nessas “recepções” dos veteranos. A primeira vítima fatal no Brasil é de 1831 e morreu na Universidade de Olinda, em Pernambuco.
Os trotes são uma prática antiga e amedrontam os estudantes.Já é tempo das faculdades e universidades tomarem uma atitude contra isso. Algumas adotam o trote solidário como prática, mas ele também é uma espécie de pressão contra os calouros. O trote deveria ser totalmente abolido por essas instituições de ensino, já que não é e nem pode ser, uma forma de integrar os novos membros na vida universitária.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
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